Flávio Bolsonaro promete 'guerra' a facções criminosas ao lado de Douglas Ruas e nega venda da Petrobras
Em agenda no Rio de Janeiro, presidenciável do PL rebate acusações sobre extinção de programas sociais, assegura manutenção do Bolsa Família e critica subsídios ao diesel.
Em ato de campanha realizado na Ilha Itanhangá, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, o candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), senador Flávio Bolsonaro, declarou alinhamento total com o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), para promover um enfrentamento direto contra as principais organizações criminosas do país.
Durante o evento nesta sexta-feira (9), que reuniu lideranças partidárias e militantes, o presidenciável colocou a segurança pública no topo de suas prioridades:
"Estamos alinhados em declarar guerra aos narcoterroristas de Comando Vermelho, PCC e milícias que estão aqui no Rio, estão em São Paulo, estão em todo o Brasil."
Defesa de programas sociais e entrega de remédios em domicílio
Ao discursar para a imprensa, o candidato rechaçou informações que circulam na disputa eleitoral sobre um suposto encerramento de benefícios de transferência de renda, classificando os conteúdos como notícias falsas orquestradas por adversários:
"Há várias mentiras circulando. Uma delas é que eu acabaria com o Bolsa Família. Isso é mentira."
Flávio detalhou que pretende direcionar o benefício a quem mais necessita, associando o pagamento a frentes de qualificação profissional para transformar a ferramenta no "maior programa de mobilidade social que esse Brasil já viu".
No âmbito da saúde, o senador anunciou planos de modernização para o Farmácia Popular, incluindo um sistema de logística reversa e entrega de remédios diretamente na residência dos pacientes, com alertas programados via celular para avisar os usuários sobre os horários corretos de administração dos medicamentos.
Petrobras, subsídios ao diesel e diretrizes econômicas
No debate econômico, Flávio classificou como "boataria do PT" as alegações de que promoveria a privatização da Petrobras caso seja eleito para o Palácio do Planalto.
O parlamentar criticou duramente a atual política de subsídios aos combustíveis — prorrogada recentemente pelo governo federal por mais 30 dias em decorrência das pressões no mercado internacional geradas pela guerra no Irã. Segundo o candidato do PL, o artifício mascara a realidade de mercado e provocará uma disparada abrupta no valor do diesel nas bombas logo após o encerramento do calendário eleitoral.
O candidato ainda destacou medidas voltadas ao incentivo ao empreendedorismo feminino, redução da carga tributária e oferta de crédito facilitado, sustentando que sua gestão econômica será integralmente estruturada no ganho de produtividade.
Fontes e referências
- Agência Brasil (agenciabrasil.ebc.com.br)