Rio estreia tecnologia que bloqueia celulares clandestinos em presídios em até 30 minutos
Operação federal batizada de Modo Avião usa equipamentos portáteis que dispensam localizar os aparelhos dentro das celas
O Rio de Janeiro tornou-se o primeiro estado brasileiro a receber uma operação policial com um sistema novo, capaz de rastrear e bloquear celulares usados de forma ilegal dentro de presídios. A informação é do Agenda do Poder, que publicou a reportagem na sexta-feira, 31 de outubro de 2026.
Operação Modo Avião
A ação foi batizada de Operação Modo Avião e é conduzida pelo governo federal. Os equipamentos são portáteis e conseguem identificar aparelhos clandestinos sem que seja necessário encontrar fisicamente cada celular nas celas. Para um sistema de segurança, essa diferença importa: a busca deixa de depender de revistas manuais e passa a se apoiar no próprio sinal emitido pelo dispositivo.
Como o equipamento funciona
Segundo a reportagem, o bloqueio pode ocorrer em até 30 minutos após a identificação. Os aparelhos são chamados de Etre, sigla para Equipamento Tático de Revista Eletrônica, e foram descritos como mochilas capazes de rastrear celulares que utilizam tecnologia 5G. O conjunto de equipamentos, de acordo com o texto, custa R$ 3,8 milhões.
Primeiro alvo e balanço
A primeira etapa teve como alvo a facção Povo de Israel, cujos integrantes estão concentrados em uma unidade prisional fluminense. Até o momento, segundo o mesmo veículo, mais de 1.100 aparelhos foram bloqueados em três estados. A matéria indica ainda que a iniciativa pode chegar a outras unidades da federação, sem detalhar cronograma.
Ponto de atenção
A cobertura disponível sobre o tema veio de um único veículo. Na busca realizada, não foram encontrados relatos de outras fontes que confirmem o balanço de aparelhos bloqueados ou os valores informados, o que recomenda cautela até que dados oficiais sejam divulgados de forma independente.
Do ponto de vista tecnológico, o caso ilustra uma mudança de abordagem. Em vez de concentrar esforços apenas na apreensão física, o poder público passa a combinar identificação eletrônica e corte de sinal. Resta saber se a eficácia observada no Rio se repete em outros presídios, com outras infraestruturas e outros grupos criminosos.