Desemprego cai para 5,2% e chega ao menor nível desde 2012, aponta IBGE
Dados do trimestre até setembro mostram melhora no mercado de trabalho, com destaque para a construção civil, enquanto bolsa e dólar seguem oscilando após a eleição
A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,2% no período de três meses encerrado em setembro, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a CNN Brasil, o resultado é o menor nível da série desde 2012, o que representa uma boa notícia para quem procura vaga e para as famílias que dependem de renda do trabalho.
Na comparação com os períodos anteriores, o indicador vinha em 5,4% no segundo trimestre deste ano e em 5,6% no terceiro trimestre de 2025, conforme os dados do IBGE repercutidos pelo mesmo veículo. A sequência de quedas mostra que a melhora não é pontual, embora a pesquisa trate de um recorte trimestral e não de um mês isolado.
Construção civil puxa as ocupações
Ainda segundo o IBGE, a população aumentou 0,6% em relação ao trimestre anterior e chegou a 103,6 milhões de pessoas, número que a CNN Brasil descreve como recorde da série histórica. O setor que mais se destacou foi a construção, com alta de 2,8% no número de ocupações.
Mercado financeiro reage à eleição
Enquanto o emprego avançou, o mercado financeiro teve um dia mais tenso. Segundo a CNN Brasil, a bolsa paulista caminhava para a quinta queda seguida na semana, em sessões em que os investidores reavaliaram suas apostas após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições do domingo anterior. A mesma reportagem cita também incertezas no exterior como fator que levou os investidores a adotar postura mais cautelosa.
Os números do dólar variam conforme a fonte e o horário da consulta. A CNN Brasil trouxe a moeda americana perto de R$ 5,45 em sua manchete, enquanto o Metrópoles registrou cotação de R$ 5,44 às 9h49. Já o Universo da Notícia descreveu o dólar como próximo de R$ 5,40, com alta acumulada de 3,19% em outubro. A diferença é pequena, mas mostra que o câmbio seguia em movimento ao longo da manhã.
Vale separar os dois assuntos. O desemprego em queda retrata o comportamento do mercado de trabalho no trimestre encerrado em setembro, enquanto as oscilações da bolsa e do dólar refletem a reação dos investidores ao resultado eleitoral e ao cenário externo. As reportagens consultadas não trazem projeções detalhadas para os próximos meses, então o acompanhamento dos dados seguintes será importante para entender se a tendência se mantém.