Com escalada no Golfo, petróleo salta mais de 3% e atinge maior cotação desde maio após bombardeios na Arábia Saudita

Barril do tipo Brent bate US$ 112,67 após ataques a aeroporto e à sede da Saudi Aramco; ameaça de bloqueio no Mar Vermelho agrava choque de oferta iniciado com o fechamento do Estreito de Ormuz.

Com escalada no Golfo, petróleo salta mais de 3% e atinge maior cotação desde maio após bombardeios na Arábia Saudita
(NMS Brasil)
Alta do petróleo
Valores em US$
025507510012527 de fevereiro — Valores: US$ 78,578,528 de fevereiro — Valores: US$ 87,287,2Março / Abril — Valores: US$ 98,598,55 de maio — Valores: US$ 114,44114,44Junho – Setembro — Valores: US$ 106106Início de outubro — Valores: US$ 108,8108,822 de outubro — Valores: US$ 112,67112,6727 de …28 de …Março …5 de m…Junho …Início…22 de …
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Valores
27 de fevereiroUS$ 78,5
28 de fevereiroUS$ 87,2
Março / AbrilUS$ 98,5
5 de maioUS$ 114,44
Junho – SetembroUS$ 106
Início de outubroUS$ 108,8
22 de outubroUS$ 112,67

Os mercados internacionais de energia voltaram a operar em forte estresse nesta quinta-feira (22), impulsionados pela ampliação dos alvos bélicos em território saudita. O barril de petróleo Brent, principal parâmetro de precificação global, subiu mais de 3,5% nas primeiras horas de negociação, alcançando a marca de US$ 112,67 — a cotação mais elevada registrada desde maio —, enquanto o WTI norte-americano avançou 2,5%, aproximando-se dos US$ 100 ao bater US$ 99,58.

A nova onda de valorização foi deflagrada após um bombardeio atingir o aeroporto de Dammam, no leste da Arábia Saudita, deixando dois mortos e oito feridos. O episódio soma-se a ataques recentes com mísseis contra instalações estratégicas em Riad e na cidade de Dhahran, onde fica o centro administrativo e operacional da Saudi Aramco. A intensidade dos danos e os riscos à segurança levaram a direção da maior petrolífera do planeta a determinar que seus funcionários trabalhassem remotamente pela primeira vez desde a eclosão das hostilidades entre forças aliadas ao Irã e potências regionais.

O fator mais crítico para os operadores financeiros é a inviabilização das rotas alternativas de escoamento. Desde 28 de fevereiro, o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz — artéria por onde circulava cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo — encontra-se bloqueado pelas tensões da guerra. A opção logística imediata das monarquias do Golfo, que consistia em redirecionar as cargas via oleodutos até o Mar Vermelho, passou a ser diretamente ameaçada pelas investidas e ameaças de bloqueio naval por parte do grupo houthi do Iêmen. Com estoques globais em queda e a logística de exportação sufocada em duas pontas, analistas preveem nova onda de repasses nos preços dos combustíveis e pressão inflacionária internacional.

Evolução da Cotação do Petróleo (Brent) desde o Fechamento de Ormuz

Data / Marco TemporalEvento e Contexto GeopolíticoCotação do Brent (Barril)Variação Acumulada
27 de fevereiro (Pré-bloqueio)Véspera da eclosão do conflito direto envolvendo o Irã no Golfo Pérsico.US$ 78,50—
28 de fevereiroInício das hostilidades e bloqueio naval total do Estreito de Ormuz.US$ 87,20+11,1%
Março / AbrilConsolidação do fechamento do estreito; desvio emergencial de rotas marítimas.US$ 94,00 – US$ 98,50+25,5%
5 de maioPico da primeira onda de ataques; corte voluntário de cotas por produtores.US$ 114,44+45,8%
Junho – SetembroEstabilização em patamar elevado; utilização de oleodutos para o Mar Vermelho.US$ 102,00 – US$ 106,00+32,5%
Início de outubroAtaque com mísseis danifica a sede da Saudi Aramco em Dhahran e aeroporto de Riad.US$ 108,80+38,6%
22 de outubro (Atual)Ofensiva contra o aeroporto de Dammam e ameaça houthi de bloqueio no Mar Vermelho.US$ 112,67+43,5%
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Fontes e referências
  1. Valor Econômico (valor.globo.com)
  2. Reuters Finanças (reuters.com)
  3. Folha de S.Paulo / Folhapress (www1.folha.uol.com.br)
  4. ICL Notícias (iclnoticias.com.br)

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