Ato em frente à sede da Globo exige checagem de fatos ao vivo na TV durante último debate presidencial
Manifestantes do Levante Popular da Juventude e da UNE protestam no Rio contra decisão da emissora de restringir correções a sites e rádios; campanha petista reforça pedido após distorções em debates anteriores.
Na véspera do último confronto televisivo entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), manifestantes de movimentos sociais reuniram-se em frente à sede da TV Globo, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro. O protesto, que durou cerca de três horas nesta quinta-feira (22), exigiu que a emissora implemente mecanismos de verificação de dados e checagem de fatos em tempo real diretamente na tela da transmissão aberta, e não apenas nas plataformas digitais e estações de rádio do grupo de comunicação.
Organizado pelo Levante Popular da Juventude com o apoio de lideranças da União Nacional dos Estudantes (UNE), o ato pacifico refletiu a insatisfação de setores da sociedade civil com as regras divulgadas pelo canal para o debate desta sexta-feira (23). Segundo os organizadores, relegar o desmentido de números, falas e dados distorcidos exclusivamente aos portais de notícias como o G1 e à rádio CBN deixa desprotegida a parcela do eleitorado que acompanha a decisão pelo sinal tradicional da televisão aberta e que ainda não consolidou o seu voto.
A cobrança ganhou força no debate público após o encontro realizado pela Rede Bandeirantes e a sabatina eleitoral da própria TV Globo, ocasiões em que declarações e afirmações de Flávio Bolsonaro sobre temas socioeconômicos e inquéritos judiciais geraram forte reação popular e chegaram a ser contestadas em tempo real por jornalistas na bancada. Em resposta ao cenário de sucessivas versões desencontradas, a coordenação da campanha de Lula, chefiada por Edinho Silva, formalizou um pedido à direção da emissora solicitando que os mediadores ou uma equipe dedicada tenham prerrogativa de intervir ao vivo caso alegações falsas sejam apresentadas durante os blocos de confronto direto.
Até o encerramento da manifestação, nenhum representante da emissora desceu para dialogar com os manifestantes. As lideranças estudantis informaram que pretendem estender a mobilização para as redes sociais durante todo o dia, cobrando que o jornalismo profissional sirva de barreira ativa à desinformação no momento em que os índices de audiência atingirem o ápice da corrida eleitoral.
Fontes e referências
- Folha de S.Paulo (www1.folha.uol.com.br)
- G1 Eleições (g1.globo.com)
- Brasil de Fato (brasildefato.com.br)
- ICL Notícias (iclnoticias.com.br)
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