Polícia da Alemanha investiga assédio sexual contra adolescente de 16 anos cometido com robô humanoide
Dispositivo de 1,20 metro tocou a vítima pelas costas e simulou investidas em Colônia; dois jovens são suspeitos de operar a máquina e transmitir o ataque ao vivo no TikTok.
A polícia de Colônia, no oeste da Alemanha, abriu inquérito para apurar um caso inédito de importunação e assédio sexual contra uma adolescente de 16 anos envolvendo o uso de um robô humanoide. O incidente, registrado no último fim de semana e divulgado oficialmente pelas autoridades, envolveu a aproximação física desautorizada do dispositivo contra a vítima enquanto a cena era filmada e transmitida ao vivo em plataformas digitais.
Dois jovens foram identificados e detidos para averiguação nas proximidades do local, sob suspeita de controlar a máquina remotamente para cometer a agressão e monetizar a transmissão.
Emboscada na calçada e transmissão ao vivo
O caso ocorreu na madrugada entre o último sábado (10) e domingo (11), quando a adolescente conversava com duas amigas em frente a uma lanchonete da cidade alemã:
- A investida: O robô — modelo de aproximadamente 1,20 metro de altura com pintura vermelha e dourada — aproximou-se da jovem por trás sem que ela percebesse.
- O contato: Segundo o relato policial, o dispositivo tocou as nádegas da vítima e executou movimentos repetidos de investida física de teor sexual.
- Reação e fuga: Registros audiovisuais que circularam no TikTok mostram o robô se esfregando na adolescente, que grita assustada e se desvencilha do equipamento.
Enquanto a abordagem acontecia, o proprietário do robô (um adolescente de 16 anos) e um comparsa de 19 anos acompanhavam a movimentação a curta distância, gravando a reação da vítima com smartphones e emitindo comentários pejorativos para a audiência da live.
Apreensão e desdobramentos jurídicos
Acionada pelas testemunhas do ataque, uma patrulha da polícia local interceptou a dupla nas imediações minutos após o ocorrido.
Durante a abordagem veicular, os agentes localizaram o robô humanoide guardado no porta-malas de um automóvel. A máquina e dois celulares foram imediatamente apreendidos para perícia técnica.
A polícia técnica agora analisa os registros telemáticos e os comandos enviados ao robô para determinar se o equipamento funcionava de maneira pré-programada, por acionamento via controle remoto ou por inteligência artificial orientada, o que servirá de base para a imputação penal dos envolvidos por crimes contra a dignidade sexual e registro não consensual de intimidade.
Fontes e referências
- ICL Notícias (iclnoticias.com.br)