iPhone Duo chega ao Brasil: o iPhone que dobra e custa o preço de um carro popular usado
O primeiro dobrável da Apple começa a ser vendido hoje por R$ 21.999 a R$ 30.999, com limite de duas unidades por cliente, só eSIM e entregas que já chegam a janeiro de 2027.
Demorou, mas dobrou.
Depois de anos vendo Samsung, Motorola e companhia abrirem e fecharem celulares, a Apple finalmente entrou no clube. O iPhone Duo, primeiro dobrável da marca, começa a ser vendido no Brasil nesta sexta-feira, 23. A pré-venda abriu em 16 de outubro.
Vamos direto ao assunto que interessa: o preço.
A conta
- 256 GB: R$ 21.999
- 512 GB: R$ 23.499
- 1 TB: R$ 26.499
- 2 TB: R$ 30.999
Nos Estados Unidos, o modelo de entrada sai por US$ 1.999. Aqui, o mesmo aparelho custa mais de 20 mil reais. Você já conhece esse filme.
Se quiser economizar, vale olhar as operadoras. Na TIM, o Duo de 256 GB sai por R$ 17.999, e o de 512 GB, por R$ 19.299. A Vivo deu um voucher de R$ 1.000 para quem fez pré-registro no site, mas ele vale só até hoje. Se você não se cadastrou, perdeu essa.
E não adianta tentar comprar para revender: a Apple limitou a compra a duas unidades por cliente.
O que vem dentro
Fechado, o Duo tem tela de 5,4 polegadas. Aberto, vira uma tela de 7,6 polegadas. Segundo a Apple, é a maior tela já colocada em um iPhone, 50% maior que a do iPhone 18 Pro Max.
Por dentro, tem o mesmo chip A20 Pro, de 2 nanômetros, usado na linha 18 Pro, com 12 GB de memória RAM. Para não esquentar, a Apple colocou uma câmara de vapor própria para o formato dobrável. Atrás, são duas câmeras de 48 megapixels. A estrutura é de titânio, e as cores são branco-estrela e céu noturno.
Agora, os detalhes que pegam muita gente de surpresa:
Não tem Face ID. Quando o aparelho está fechado, não sobra espaço para os sensores de reconhecimento facial. O desbloqueio volta a ser pelo Touch ID, na lateral. Para quem usa Apple Watch, o relógio também desbloqueia o celular.
Não aceita chip físico. O Duo funciona apenas com eSIM. Se você nunca configurou um, reserve uns minutos com sua operadora antes de sair da loja.
É pesado. São 254 gramas. Aberto, ele tem 5,2 mm de espessura. Fechado, 11,3 mm. Dá para notar no bolso.
A bateria tem 4.883 mAh e, segundo a Apple, carrega 50% em cerca de 20 minutos com um carregador de 60W.
Vale a pena?
As primeiras análises internacionais foram positivas, mas com ressalvas. O Engadget deu nota 8,8 de 10, elogiou o acabamento e o desempenho, mas apontou o peso, o preço e o atraso em relação aos concorrentes. Também lembrou que muitos aplicativos ainda não foram adaptados para a tela grande. O Tom’s Guide gostou do software, mas observou que o Duo é mais grosso e mais pesado que o Galaxy Z Fold 8 e custa US$ 100 a mais.
Resumindo: é um ótimo produto de primeira geração, com os problemas de primeira geração. E primeira geração da Apple costuma ser a mais cara e a que menos tempo fica no topo.
Pressa? Paciência
A procura foi grande. Algumas entregas no Brasil já estão previstas para 22 de janeiro de 2027, quase três meses depois do início da pré-venda. A Apple também aumentou em 44% a projeção de produção, para 14 milhões de unidades. Ou seja, a fila existe, mas a fábrica está tentando acompanhar.
Para quem pode esperar, esperar não é má ideia. O preço não vai cair amanhã, mas os aplicativos vão melhorar, as análises vão ficar mais completas e você vai saber se a dobradiça aguenta o uso do dia a dia antes de gastar R$ 22 mil.
Para quem não pode esperar, boa sorte com o eSIM.
Fontes e referências
- Tom’s Guide (tomsguide.com)
- Engadget – Apple iPhone Duo review (engadget.com)
- AT&T – Apple iPhone Duo (att.com)
- Jornal de Brasília (jornaldebrasilia.com.br)